Pular para o conteúdo principal

Bolsonaro diz que pode vetar trechos do PL das Fake News

"O pessoal sabe a minha posição, sou extremamente favorável à liberdade total da mídia, até dessas tradicionais que dão pancada em mim o tempo todo", disse.


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) que vai vetar pontos do Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News, se a versão aprovada pelo Senado for mantida. O texto cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, com normas para as redes sociais e serviços de mensagem como WhatsApp e Telegram. 

Aprovado esta semana no Senado por 44 votos favoráveis e 32 contrários, o projeto agora tramitará na Câmara dos Deputados. Caso seja alterado pelos deputados, o texto retorna ao Senado, a quem caberá a aprovação da versão final. Se não for alterado, segue para sanção presidencial, quando o presidente pode sancionar a lei ou vetá-la parcialmente ou na íntegra.

"O pessoal sabe a minha posição, sou extremamente favorável à liberdade total da mídia, até dessas tradicionais que dão pancada em mim o tempo todo. Agora, não podemos admitir a censura aqui (mostrando o celular)", disse Bolsonaro em sua live semanal transmitida nas redes sociais. 

Segundo o presidente, ele fará uma consulta popular na internet para saber que pontos podem ser vetados do PL. "Se for aprovado na Câmara, chegando para mim o projeto, vou fazer uma consulta popular, o que deve ser vetado ou não. A gente vai vetar e depois o Parlamento pode, se entender que tem, derrubar o veto. Faz parte da regra do jogo", disse. Para Bolsonaro, com o placar apertado na votação do Senado, a derrubada do veto seria mais difícil. Ele disse que, pelo menos um senador, sem relevar o nome, teria se arrependido de ter votado favoravelmente ao projeto. 

"No Senado passou com 44 votos. Para derrubar o veto, teria que ter 41 votos não, e se 44 passou o projeto, e tem senador que falou que, se vetar, vai manter o veto, [então] se mais três senadores votarem para manter o veto, o que for vetado será mantido", disse.

O projeto aprovado no Senado estabelece normas para trazer transparência a provedores de redes sociais e de serviços de troca de mensagens privada. O objetivo do texto é o combate à divulgação de notícias falsas postadas em anonimato ou com o uso de perfis falsos e de disparos em massa. Ao mesmo tempo, o PL fala em garantir liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento. 

As empresas responsáveis pelas redes sociais e serviços de troca de mensagens são as mais afetadas pelo projeto. Cabe a elas uma série de obrigações para evitar a disseminação de conteúdos falsos e difamatórios. O PL proíbe o funcionamento de contas automatizadas que não sejam expressamente identificadas como tal. O texto também proíbe as chamadas contas inautênticas, perfis criados para simular a identidade de outra pessoa e enganar o público. 

Os impulsionamentos de mensagens publicitárias continuam valendo, mas os serviços de redes sociais e de troca de mensagens devem informar, de forma destacada, o caráter publicitário dessas mensagens. Os provedores de rede social e de serviços de troca de mensagens também deverão desenvolver formas de detectar fraude no cadastro e o uso de contas em desacordo com a legislação.

O provedor de rede social, como Twitter e Facebook, por exemplo, deverá tomar medidas imediatas para apagar conteúdos que sejam de dano imediato de difícil reparação. Publicações que incitem violência contra uma pessoa ou um grupo de pessoas ou que contenham conteúdo criminoso, como incitação à pedofilia, são proibidas.

As empresas do setor, como Twitter e o Whatsapp, demonstraram insatisfação com o teor do PL aprovado. Também são críticas ao projeto diversas entidades da sociedade civil, como a Coalização Direitos na Rede, que teme o monitoramento sistemático e em massa de dados de usuários de aplicativos e redes sociais. 


Com informação: Agência Brasil

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Centro de São José de Mipibu sofre com falta d'água.

Os moradores da cidade de São José de Mipibu enfrentam falta de água no sistema de abastecimento local, que é de responsabilidade da COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO RIO GRANDE DO NORTE (CAERN).  A crise no abastecimento vem se agravando nas últimas semanas. "Aqui na minha casa já faz 6 dias que está faltando água "As famílias estão sofrendo e não têm condições de comprar água para beber mineral, e a CAERN não dá explicação aos mipibuense", disse uma moradora da Rua Bela Vista no centro da cidade. As famílias do município dependem de distribuição de água por meio da CAERN para a realização das tarefas domésticas em cada residência, mas o fornecimento por parte da companhia tem sido irregular, prejudicando todo o município. "Aqui no loteamento Canaã já estamos sem água faz uma semana, onde lavar roupas, louças até mesmo higiene pessoal tem ficado difícil" disse uma moradora.

Corpos de dois homens são encontrados em estrada de terra em Mipibu

Corpos de dois homens são encontrados em uma estrada carroçável, vítimas de disparos de arma de fogo. Os corpos foram encontrado por populares nas primeiras horas da manhã desta quarta feira 16, nas mediações da comunidade de Areia Branca, zona rural de São José de Mipibu. Uma das vítimas estava coma uma arma de grosso calibre, de fabricação caseira muito conhecida como 12" caseira. Segundo informações ainda não confirmada, as vítimas já foram identificadas, e uma delas teria o apelido de "RATO" mas como foi dito antes, ainda nada esta confirmado. Mais informações em instantes...

Casal é assassinado a tiros dentro de casa em São José de Mipibu.

Menina de 1 ano é encontrada dormindo ao lado dos corpos O caso aconteceu na madrugada desta quinta-feira (22) em São José de Mipibu, região metropolitana de Natal. Com a chegada dos policiais, uma menina de um ano de idade foi encontrada ao lado dos corpos do pai e da mãe, assassinados a tiros.  De acordo com a Polícia Militar, o crime foi registrado por volta da meia noite, na Travessa Dr. Paulino, no centro de Mipibu. Vizinhos após ouvirem disparos e arma de fogo e o choro da criança, acionaram a PM. Os criminosos segundo a polícia, teriam invadido o imóvel e executado o casal. Após o crime, os bandidos fugiram do local e nenhum suspeito foi preso. As vítimas foram identificadas pela polícia como Beatriz Cristina da Silva Teixeira, de 18 anos, e José Everson da Silva Gomes, de 24 anos. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas estavam dormindo quando tiveram a residência invadida e foram executadas. A filha do casal estava com os pais na cama, mas não ficou ferida. mesmo assim,...